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sábado, 10 de maio de 2014

Teoria da Tectônica de Placas

   Durante as duas guerras mundiais do século XX se aperfeiçoou as sondagens acústicas com a finalidade de detectar submarinos inimigos. Assim conquistou-se informações mais precisas sobre o fundo dos oceanos, sendo elaborada a Teoria da Tectônica de Placas. De acordo com essa teoria, considera-se que a litosfera(formada pela crosta e pela parte superior do manto) é constituída de uma série de placas que se movem, umas em relação as outras, sobre uma camada parcialmente fundida da parte superior do manto terrestre, a astenosfera. Essas placas, denominadas placas tectônicas, compreendem partes de continentes e o fundo dos oceanos e mares. Elas estão em constante movimentação e podem se separar, se chocar ou deslizar ao longo de outras. Esses movimentos são classificados em:

Movimento de convergência - ocorre quando duas placas se chocam e a borda de uma fica debaixo da outra até chegar ao manto.
Movimento de afastamentoconsiste no distanciamento entre duas placas, formando uma lacuna que é preenchida com fragmentos de rochas oriundas do manto em estado líquido.
Movimento de colisão e soerguimentocorresponde ao choque entre duas placas litosféricas, as camadas de rochas elásticas dão origem às cadeias de montanhas, em diversas vezes vulcânicas, com essa característica de formação temos as cordilheiras dos Andes e o Himalaia.
Movimento de deslizamentoé responsável, em certos casos, pelos abalos sísmicos, ocorre pelo fato de uma placa se locomover sobre a outra.

   Quando uma placa se move em direção à outra, pode ser forçada a mergulhar sob essa outra, um fenômeno conhecido como subducção. Esse processo pode dar origem às fossas, ilhas vulcânicas e intensas atividades sísmicas. Já a atividade vulcânica pode acarretar a formação de ilhas, nos oceanos, ou de montanhas, nos continentes, o que explica porque as áreas de vulcanismos e terremotos coincidem com as bordas das placas tectônicas (falhas geológicas).





Por Mariana Ferreira

Teoria da Deriva Continental

   A teoria da Deriva Continental foi formulada em 1912 por Alfred Wegener depois de observações feitas pelo pesquisador Ortelius ainda no século XVI sobre a similaridade das costas atlânticas da América do Sul e da África. Depois de analisar as estruturas geológicas, rochas e fósseis desses lugares, Wegener defendeu a existência de uma massa continental única chamada Pangeia. Outros geólogos completaram a teoria propondo que Pangeia teria se dividido em unidades menores e se separado graças a um fenômeno chamado deriva continental. Estima-se que a América do Sul tenha se separado da África à 65 milhões de anos. Nesse lento processo alguns continentes se chocaram e suas bordas foram comprimidas dando origem à grandes cadeias de montanhas como o Himalaia. Outras evidências apresentadas por Wegener incluíam a presença de estruturas geológicas de clima frio em lugares onde atualmente predominam climas quentes, a coincidência dos tipos de rochas e a semelhança de fósseis encontrados, como o de um pequeno réptil chamado Mesosauro que foi encontrado tanto em território brasileiro quanto em solo africano.


Por Mariana Ferreira